ACIVA cobra efetividade à CAF

 

Em debate promovido pelo Legislativo entre autoridades e secretária Estadual de Saúde, Associação insistiu por avanços quanto à Comissão de Avaliação e Fiscalização do HRA 
Aguardada há alguns meses pela população, a secretária Estadual de Saúde, Tânia Eberhardt, cumpriu agenda na região nesta quinta-feira, 12. No final da manhã, a secretária participou de sessão ordinária na Câmara de Vereadores de Araranguá, que contou com a presença de prefeitos, vereadores, deputados, secretários de Saúde, entre outras autoridades locais e regionais.
Participante desde o primeiro momento das discussões referentes ao Hospital Regional, a Associação Empresarial de Araranguá e do Extremo Sul Catarinense – ACIVA – integrou o debate promovido pelo Legislativo. O presidente da entidade, Alceu Pacheco, abriu os pronunciamentos da sessão, falando das reivindicações da ACIVA quanto à administração do HRA.
Entre os pontos destacados pela Associação a serem cumpridos pela atual gestora do hospital, a Sociedade Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) estão a implantação de normas referentes a contratação de obras, materiais, serviços e de recursos humanos, inclusive plano de cargos e salários e realização de processo seletivo para novas contratações, fim do empreguismo político  e prestação de contas quanto à contabilidade e finanças, tudo isso com devida e antecipada apreciação e aprovação da CAF – Comissão de Avaliação e Fiscalização. “Também solicitamos a definitiva implantação do campo de estágio no HRA. Permito-me ainda fazer uma manifestação do que a entidade acredita ser necessário para sanar os atuais problemas. O governo precisa assumir a responsabilidade do HRA, e mais do que isso, que a população esteja presente nas decisões e na administração do hospital, não apenas como espectadora”, destacou Alceu.
Nos demais pronunciamentos das autoridades que compuseram a mesa, como do prefeito, Sandro Maciel, secretário Regional, Heriberto Afonso Schmidt, presidente da AMESC, Ronaldo Carlessi, presidente da Câmara de Vereadores, Ozair da Silva e da própria secretária, Tânia Eberhardt, a ACIVA foi citada como uma das principais entidades envolvidas na luta pelas melhorias no Hospital Regional de Araranguá. “As entidades empresariais como um todo desempenham um papel muito importante diante da sociedade e a ACIVA não é diferente, aproveito para parabenizar a entidade, em nome do presidente Alceu, que muito bem falou anteriormente”, acrescentou a secretária.
“O saber técnico está subordinado ao querer político”. Com esta frase a secretária Estadual de Saúde abriu seu discurso. “Estou confortável e feliz pelo o que ouvi nesta manhã, vejo que desde nossa primeira conversa até o dia de hoje tivemos avanços consideráveis, fruto da união de toda a região do Vale do Araranguá.
A CAF vai ter sua participação ampliada, atenderemos as reivindicações referentes à Comissão, e vamos estender isso ao poder Legislativo, tornando as reuniões itinerantes, passando pelos 15 municípios da AMESC, uma vez que o hospital é Regional.
É de nossa responsabilidade que o HRA seja o hospital da população do Vale. Quero agradecer por terem nos convocado e dizer ao Alceu, que nós queremos uma CAF forte e atuante, queremos ser efetivamente fiscalizados pelos vereadores”, declarou.
Em seguida, a gerente Estadual de Organizações Sociais, Cristina Pires, fez uma breve apresentação das informações ambulatoriais do HRA e anunciou alguns avanços a serem implantados na instituição, entre eles um novo equipamento de ultrassom, raio-x digital, ala específica para pediatria no Pronto Socorro e o atendimento de ortopedia 12 horas e 12 horas de sobreaviso.
Quanto às reivindicações feitas à secretária formalmente, por meio de manifestação assinada pelo Legislativo, Tânia se comprometeu com a ampliação da CAF, prestação de contas bimestral e implantação do Portal da Transparência.
Depois do pronunciamento da secretária, o presidente da ACIVA cobrou o estabelecimento de prazos. “Tudo que se ouviu aqui realmente anuncia novos tempos. Porém é preciso ressaltar que existe a necessidade do controle social sobre a gestora do HRA. No final deste mês terá sido repassado mais de R$ 10 milhões à SPDM. Precisamos da regular situação fiscal da OS em Santa Catarina e em Araranguá. Urge que a SPDM elabore e submeta à CAF o conjunto de normas de contratação. E a CAF deve se reunir o quanto antes, porque já transcorreram quatro meses de gestão sem qualquer controle social.”, destacou.
Diante da fala do presidente, o secretário-adjunto de Saúde, Acélio Casagrande, se comprometeu a agendar a próxima reunião da CAF para daqui duas semanas na sede da 22ª SDR, em Araranguá, em horário compatível à participação dos membros da Comissão.
 
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