Avaliação positiva

Reunião de discussão do HRA é considerada produtiva pela Associação Empresarial de Araranguá e do Extremo Sul Catarinense

Alinhar o assunto e preparar as lideranças para a audiência pública de discussão sobre o Hospital Regional de Araranguá. Estes foram os principais objetivos da reunião realizada na manhã da última quarta-feira, 2, no Plenarinho da Assembleia Legislativa de Santa Catarina.
Promovida pela comissão de Saúde da Alesc, a reunião contou com a presença de representantes da secretaria Estadual de Saúde, Ministério Público Estadual, Tribunal de Contas do Estado, da atual gestora do hospital, Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, e da sociedade civil organizada da AMESC, além de deputados estaduais e imprensa.

Posicionamentos
Os posicionamentos foram abertos pela fala do deputado e integrante da Comissão de Saúde, Celso Della Giustina, que, após análise dos dados referentes ao Hospital Regional de Araranguá e do Hospital de São Miguel D’Oeste, concluiu que há falhas a ser corrigidas. “Em ambos os hospitais, o plano operativo 2104 deixa muito a desejar, o que até impediria repasses financeiros, mas o que me chamou a atenção foi o fato de que, mesmo com um recurso menor, São Miguel consegue atingir mais municípios (31 x 15), especialidades e atendimentos do que o HRA, que recebe um recurso financeiro superior.”, destacou.

Para o presidente do Legislativo araranguaense, Ozair da Silva, o Banha, a principal reivindicação de todas as entidades e comunidade em geral é a mesma: transparência e prestação de contas.

Mesmo posicionamento apresentado pelo Presidente da ACIVA, Alceu André Hübbe Pacheco e pelo deputado estadual José Milton Scheffer. “Todos somos a favor do hospital. Vou reconhecer que alguns serviços já melhoraram, mas sabemos que é possível fazer mais e melhor”, afirmou.

Em sua fala, o superintendente da SPDM, Mário Monteiro, explicou que não há nenhum problema em que a instituição faça prestação de contas.

A representante da secretaria Estadual de Saúde e coordenadora da sindicância instaurada no HRA, Terezinha Serrano, falou da metodologia do processo, que irá abordar quatro tópicos de descontentamento, sendo eles: recursos humanos, aplicação do dinheiro público, medicamentos, e infectologia.

Já a promotora de Justiça, Carolina Cabral, explicou os trâmites da ação civil pública, promovida exclusivamente pela Ministério Público Estadual, sem intervenção de mais partes (http://esaj.tjsc.jus.br/cpopg/show.do?processo.codigo=040003VKL0000&processo.foro=4), contra o Estado e as gestoras, atual e anterior, do HRA. A ACP reivindica que a administração do hospital não deva ser terceirizada, mas sim de responsabilidade do governo estadual. “E gostaria de explicar que sempre que houver dinheiro público em questão, haverá fiscalização e necessidade de transparência e prestação de contas. O Ministério Público está de portas abertas à comunidade”, ressaltou.

O representante do Tribunal de Contas do estado, Roberto Silveira, reafirmou as palavras da promotora quanto à fiscalização de recursos públicos.

Para o presidente da comissão de Saúde da Alesc, Volnei Morastoni, a reunião atingiu seu propósito inicial e a partir de agora, as atenções e voltam à audiência pública.

Na visão do presidente da ACIVA, o encontro foi positivo e cumpriu seus objetivos iniciais. “Embora a reunião tenha sido agendada com pouco tempo para desmarcar compromissos anteriores, e ser realizada em Florianópolis, em dia útil, ficamos satisfeitos com a presença de significativa parte das entidades que fazem parte do Movimento pró-HRA: a FACISC - na pessoa do sr. Alaor Tissot, Presidente do Conselho Superior da entidade, e que empresta apoio à ACIVA, ACIS - Associação Empresarial de Sombrio, e ACIJAM - Associação Comercial e Industrial de Jacinto Machado; além da UAMA - União das Associações de Moradores de Araranguá; Sindicont - Sindicato dos Contabilistas do Vale do Araranguá; Cooperja - Cooperativa Rural de Jacinto Machado; Lions Clube Araranguá Centro; CREA Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura; Loja Maçônica Pedro Cunha – além dos membros da Comissão de Saúde da ACIVA – Gabriele Gil Gomes, Evelyn Elias, Vanderlei de Freitas Júnior, e ainda dos ex-Presidentes da ACIVA, Giovani Elias e Geraldo Mangela dos Santos. Nesta reunião houve significativo avanço, diante da unanimidade de entendimentos quanto à necessidade de transparência e prestação de contas quanto aos recursos destinados ao HRA, e manifestação favorável da SPDM neste sentido”, destaca.

Discussão popular
Nesta segunda-feira, 7, haverá audiência pública sobre o Hospital Regional de Araranguá. Promovida pela Câmara de Vereadores e Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, a reunião popular ocorre a partir das 19 horas, no Centro Cultural Célia Belizária de Souza, no Centro de Araranguá.
 

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