Nota de repúdio

Entidades repudiam aumento salarial de agentes políticos de Araranguá

Assim como boa parte da população demonstra seu descontentamento com o aumento do salário dos agentes políticos do município de Araranguá, as entidades de classe ACIVA, CDL, Sindilojas e Sindicont, também manifestam seu repúdio à aprovação do Projeto de Lei 01/2016, de autoria do poder legislativo.

Segundo o projeto, a partir de 2017 a remuneração do prefeito irá ultrapassar a casa dos R$ 18 mil. Já o vice-prefeito ganhará R$ 12 mil. E o salário dos vereadores e secretários municipais irá se equiparar em R$ 9,6 mil. Já o presidente da Câmara, que por lei recebe 50% a mais do que os demais vereadores, terá um salário de R$ 14,4 mil.

De acordo com os presidentes das entidades, Kleber Frigo (ACIVA); Clézio Mota (CDL); Jadna Farias (Sindilojas) e Gabriele Gil (Sindicont) o aumento de 21,82% - que representa o dobro da inflação – é abusivo e incoerente com a realidade do município.  O salário do prefeito municipal, que hoje é de R$ 16,8 mil, teria um aumento de R$ 1.200,00. Do vice-prefeito, que atualmente é de R$ 11,5 mil, teria um reajuste de R$ 500. Os secretários municipais, que hoje recebem R$ 10 mil, teriam uma subtração de R$ 400. Mas o aumento com maior índice é o dos próprios vereadores – mais de R$ 1,7 mil e para o presidente da Casa, um reajuste superior a R$ 2,5 mil.  “Não consideramos justo este reajuste absurdo, pois enquanto a maioria da população recebe um aumento de 11,57%, eles praticamente dobram este índice para seus próprios salários. Acreditamos que não é desta forma que nossos políticos devem agir, principalmente diante do cenário econômico que vivemos”, ressaltam.

Ainda de acordo com os presidentes, o salário atual dos vereadores, que é de R$ 7.879,99, já é o suficiente para a função que exercem, principalmente diante da situação econômica do município. “Eles estão seguindo na contramão da maioria das empresas que está demitindo e cortando gastos. O ideal seria não haver reajuste”, finalizam.

As entidades de classe deixam uma reflexão pertinente à sociedade: enquanto um professor que tem uma responsabilidade imensa nas mãos, além de ter graduação e especialização, recebe um salário muito abaixo do merecido, um vereador, que muitas vezes não desempenha seu papel como deveria, ganha um salário exorbitante para a realidade local.

 

 

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