Comissão passa otimismo sobre implantação do curso de Medicina em Araranguá
Em visita a ACIVA, Comissão de Acompanhamento e Monitoramento de Escolas Médicas – CAMEM, falou sobre o relatório que está produzindo ao MEC, que pode autorizar o curso de Medicina em Araranguá
O Vale do Araranguá se mobilizou na tarde desta sexta-feira, dia 27, para mostrar ao Ministério da Educação – MEC, a importância da implantação do curso de Medicina na Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC, campus Araranguá.
Em reunião na sede da Associação Empresarial de Araranguá e Extremo Sul Catarinense – ACIVA, aproximadamente 120 pessoas ocuparam todos os espaços do auditório da entidade, para acompanhar a visita técnica da Comissão de Acompanhamento e Monitoramento de Escolas Médicas – CAMEM.
Representada pelos médicos Edson Arpini Miguel, da Universidade Federal de Viçosa e Rosângela Minardi Mitre Cotta, da Universidade Federal de Maringá, o CAMEM revelou que a visita é dividida em duas etapas: docente e estrutural. “Primeiro nos reunimos com o corpo docente, e após, analisamos as condições da universidade, de seus laboratórios e salas. Nosso papel é apontar em um relatório o que está bom, e o que vai precisar ser melhorado, para o curso ser implementado”, ressaltou Miguel.
Rosangela foi mais além, revelando que hoje, Araranguá tem a infraestrutura necessária para o curso ser autorizado pelo MEC. “Temos que enviar um relatório ao MEC, e o MEC em cima do relatório, autoriza, ou não, o curso. Mas nossa avaliação é que tem condições de funcionar (o curso de Medicina em Araranguá), com algumas poucas alterações”, disse.
A visita técnica se estenderá até o dia 28, quando os representantes do CAMEM vão enviar ao MEC um relatório sobre as condições para a implantação do curso. O CAMEM ainda revelou que o MEC vai analisar o relatório e dar um prazo para a universidade fazer os ajustes. “Após isso, volta a comissão (a Araranguá) para fazer o check list, para ver se tudo foi contemplado e aí sim, o curso ser definitivamente autorizado”, concluiu Rosangela.
Autoridades políticas prometem emendas para o curso
Com a presença de diversas autoridades políticas, em especial o deputado Federal Pedro Uczai e o deputado Estadual Manoel Mota, a reunião trouxe outra importante contribuição para que o curso seja uma realidade. Uczai e Mota elogiaram a mobilização da ACIVA em todo o processo pela vinda do curso de Medicina a Cidade das Avenidas e se comprometeram em repassar emendas parlamentares no valor de R$ 500 mil cada, totalizando um aporte de R$ 1 milhão. O valor deverá ser utilizado para as melhorias estruturais que a UFSC necessitará realizar.
Uma década correndo atrás de um sonho
Em sua fala, o presidente da ACIVA, Beto Rizzotto, destacou a luta incessante da entidade pela Universidade Federal e pelo curso de Medicina. “Em 2005 a ACIVA levantou a bandeira pela vinda da Universidade Federal a Araranguá. Em 2008, iniciamos a luta pelo curso de Medicina, e nove anos depois, estamos novamente reunidos, contando com a participação da sociedade civil organizada e de diversas entidades, para manter a chama acesa pela implantação definitiva do curso de Medicina em nossa cidade”, comentou Rizzotto.
Curso terá foco no comunitário
Um dos diferenciais, apontado pelo CAMEM, está no planejamento pedagógico do curso. Araranguá vai receber um curso de Medicina voltado as necessidades da população, com o acadêmico sendo introduzido desde o primeiro semestre na rede pública de saúde, que são as Unidades Básicas de Saúde, UPA, Hospital e Policlínica.
Sociedade unida em prol do curso
A reunião na ACIVA também contou com a presença das entidades CDL, SindiCont, SindiLojas, UFSC, FVA, Rede Feminina de Combate ao Câncer de Mama, Samae, Sesc, FAMA, OAB, Senac, ACIS Sombrio e representando a FACISC Extremo Sul, Timóteo Farias. As seguintes autoridades políticas fizeram presença: Daniel Viriato Afonso, presidente da Câmara de Vereadores, que esteve acompanhando por nove vereadores; pelo prefeito de Araranguá, Mariano Mazzuco; o prefeito de Ermo, Valdeir Cadorim; a vice-prefeita de Sombrio, Gislaine Cunha e a secretária de Saúde de Araranguá, Evelyn Elias.
Texto e fotos: Multi Digital
